Deliberações: 35 | Reputação

Só políticos temem má reputação.

“A justiça do íntegro endireita o seu caminho, mas pela sua impiedade cai o perverso.” (Provérbios 11:5)

Um homem segundo o coração de Deus adultera? Assassina? Dissimula? Tenta “enganar” Deus e o profeta? A resposta é sim. Davi rei de Israel tomando “providências” para garantir sua reputação pública, arquitetou, e levou a cabo, planos para silenciar a verdade sobre seus atos, e manter uma imagem de homem bom, justo, fiel… etc. É sempre assim, seja em qualquer tempo da história humana, aqueles que lidam com negócios públicos lutam por reputação. Eles precisam transparecer clareza, honestidade, verdade, seriedade e uma vida exemplar, mesmo que fingidamente. Nicolau Maquiavel já indicava que na vida política, não há reputação pública sem a hipocrisia¹. Davi entrou neste abismo, que o levo a outro: adultério, e a outro: assassinato, e a outro: tapar o sol com a peneira – optar pela mentira em vez da verdade. Natã o profeta, foi mandado por Deus para lembrar a Davi: Davi, a Deus você não engana! (2 Sm 12.1-7). Davi não estava no trono por causa do voto democrático do povo, como acontece em um Estado democrático moderno, e ele não apresentou um ótimo projeto de governo e gestão com o fim de ser eleito, como acontece nos dias atuais. Não! Ele foi escolhido por Deus longe dos holofotes. Ainda jovem quando pastorava as ovelhas de seu pai, ele foi achado por Deus, e recebeu o testemunho do próprio Deus de ser “um homem que me agrada” (1 Sm 13.14). Sua coragem, sua sinceridade, seu comprometimento com o Deus de Israel, que só Deus conhecia foi o motivo da sua eleição vinda de Deus e não de homens. Apesar de assumir o reinado, Davi não era um político como esses parlamentares que temos hoje. Deus o escolheu para ser rei justamente por isso. Queria um homem justo, fiel e temente a Ele no trono, ou seja, um homem dissociado da mentira e da hipocrisia dos homens, e vinculado a verdade e a justiça de Deus. Davi começou bem, mas por um momento se deixou ser levado pelo comportamento hipócrita, isto é, o oposto de tudo aquilo que ele era, fez o que fez, e tentou encobrir. Na caminhada da vida cristã se por descuido pecarmos e decairmos do padrão moral divino prescrito por Deus, que foi o que aconteceu com Davi, e ainda assim, na tentativa de mantermos a reputação pública que temos com as pessoas, acima do compromisso de viver na luz, e optarmos por ocultar, mentir e enganar, no lugar de sermos verdadeiros, e confessar, se arrepender e abandonar o pecado (Pv 28.13, 1Jo 1.9), seremos verdadeiros hipócritas de carteirinha. A vida que temos agora em Cristo, é uma vida de arrependimento e conversão sem fim até o Senhor Jesus Cristo resolver nos tirar da terra ou nos arrebatar. Não somos políticos para encobrirmos nossos erros, pecados, faltas e embaraços. Eles devem ser todos confessados e abandonados. O menor desvio deve ser consertado, antes que nos leve à hipocrisia pelo medo da má reputação pública.

Notas

[1] Nicolau Maquiavel propôs este imperativo na sua obra “O Príncipe”. Mas isto é indicado por um homem, para um governo humano. Não é este o Plano de Deus, para o seu povo, Isto é, Israel. Pois Ele é Santo e Verdadeiro, Deus nunca estabeleceria um governo ou governante compromissado com mentiras ou com a hipocrisia (Sl 119.142).
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