Deliberações: 18

Quase 500 anos de discussão e calvinistas continuam a crer que a salvação é só para eles, e com isso fazem acepção.

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2 comentários em “Deliberações: 18

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    1. Yago Martins, respeito e entendo sua posição, eu só espero que o respeito seja recíproco da sua parte, mesmo que eu pense diferente de você.

      Eu conheço alguns e também sei de fatos históricos.

      Que bom que você não conhece nenhum “ultra-calvinista” desses, pois eu não me refiro a todos os calvinistas, mas os “de coração” – que ainda afirmam as mesmas ideias originais de Calvino, pois mantêm a intolerância e falta de bom senso (consciência) dele. Conheço muitos irmãos na fé de confissão calvinista com os quais tenho ótima convivência, e que tem uma teologia relevante.

      (Calvino – História)

      Calvino na implantação do seu sistema teológico em Genebra cometeu intolerância tal que chegou a expulsar uns (Hermann de Gerbiha e Benoît d’Anglen) a mandar queimar vivo a outro (Servetus) que pensavam diferente dele. E eu nem vou entrar profundamente aqui em pontos da doutrina de Calvino que deixa muito a desejar, como por exemplo: A eleição da burguesia e a condenação dos pobres porque meu intuito é outro, mas não poderia deixar de mencionar para lembrar a acepção praticada por ele.

      Comecei falando de Calvino. Pois ele que foi o patrono do sistema-calvinismo foi intolerante em demasia e extrapolou o conceito bíblico já de início, e depois dogmatizou sua forma de ver a soteriologia, reprimindo todo pensamento diferente.

      Eis seu extremo de acepção e intolerância, e dúbia interpretação de cumplicidade:

      “Quem sustenta que é errado punir hereges e blasfemadores, pois nos tornamos cúmplices de seus crimes (…). Não se trata aqui da autoridade do homem, é Deus que fala (…). Portanto se Ele exigir de nós algo de tão extrema gravidade, para que mostremos que lhe pagamos a honra devida, estabelecendo o seu serviço acima de toda consideração humana, que não poupamos parentes, nem de qualquer sangue, e esquecemos toda a humanidade, quando o assunto é o combate pela Sua glória.” ( John Marshall, John Locke, Toleration and Early Enlightenment Culture (Cambridge Studies in Early Modern British History), Cambridge University Press, p. 325, 2006)

      Agora eis uma questão de minha autoria aqui: Ora, se era de Deus mesmo o seu pensamento, por que Calvino empreendeu tanto esforço humano para garantir que sua ideia não sofresse nenhum tipo de refutação?

      Cf: Atos 5.34-40 (ARA)

      5.34 Mas, levantando-se no Sinédrio um fariseu, chamado Gamaliel, mestre da lei, acatado por todo o povo, mandou retirar os homens, por um pouco,
      5.35 e lhes disse: Israelitas, atentai bem no que ides fazer a estes homens.
      5.36 Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada.
      5.37 Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos.
      5.38 Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá;
      5.39 mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele.
      5.40 Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram.

      (Calvinistas)

      Desde o Sínodo de Dort a acepção estar exposta, ainda com a prerrogativa de Calvino seus discípulos não aceitaram as divergências dos arminianos nos cinco pontos, e com a ajuda da corte de partido calvinista os expulsaram do país holandês. (Essa acepção é um acontecimento histórico)

      O príncipe Maurício de Nassau (Calvinista) ainda antes do Sínodo de Dort tratou de destituir os arminianos de seus cargos políticos, executou um arminiano e prendeu outros. Depois do Sínodo de Dort expulsou a todos do país.

      O tempo passou e hoje há linhas calvinistas digamos que mais light, e ao tocar no assunto da predestinação eles são maleáveis e entram em consenso, dizem – “Não é bem assim…”

      * Com relação a Calvino e ao sistema calvinismo, não sou totalmente avesso, pois Considero muito a coragem e a atitude por encabeçar a reforma protestante nos países baixos. Calvino foi um expoente da reforma protestante levantado por Deus naquela região da Europa, seus ensinamentos são dignos de aceitação e crédito. Mas como um homem comum ele não esteve imune ao erro, em meio as suas ideias, e em matéria de predestinação em minha opinião extrapolou com seu determinismo apaixonado. Assim como também Arminius e o Arminianismo tem seus extremos.

      * Penso que teólogos do século XXI (todos que se ocupam em fazer teologia nos dias atuais), precisam ver os sistemas seja em que seção for dentro do cristianismo como contribuições. Penso que é um retrocesso assumir uma linha teológica por causa de um ponto doutrinário que não é essencial na convivência do Corpo de Cristo (comunhão), nem na função principal da Igreja que é a Pregação do Evangelho.

      Cordialmente.

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