Deliberações: 38 | Graça

A graça de Deus é escândalo, loucura e ilógico. Mas também é o perdão, a redenção e a Salvação.

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.” (Rm 1.16)

A vida cristã é norteada pela graça de Deus, desde o arrependimento o cristão não se locomove, não sem ela. Quando olha para si ver toda a imundícia do pecado ao passo de crer, orar e ser santo. Graciosa paz que excede todo entendimento, de tamanho tal, que passou todos os séculos e todo esforço humano em desviar seu caminho de Deus não pôde esgotá-la. Diante dela discípulos ainda pedem: aumenta nossa fé; perdoar assim mina a força e o entendimento do homem. Quanto a esta vida passageira, no discurso de Cristo Jesus não há favorecimento, não dá privilégios e nenhuma ascensão, e mesmo assim há quem fique, pois não tem mais para onde ir, nem outra razão de viver; não depois de ouvir palavras de vida eterna e graça. Fica por graça, por graça é santo, e na graça está a salvo, além do decaído e limitado entendimento humano enclausurado no lógico. Escândalo, loucura, chame-a como queira, na prática é o amor, o perdão e Salvação concedida aos homens unicamente pela fé em Jesus Cristo nosso Senhor, Redentor e Salvador.

Deliberações: 37 | Orgulhoso e Prepotente

O descaso com o próximo é o resultado de um coração que não se sujeita a Deus.

“Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte…” (1Pe 5.6)

O senso do errado passa longe do orgulho e prepotência, são características de quem em hipótese alguma admite seus erros e faltas. É comum o orgulhoso atribuir a outro a razão de estar no erro, assim fez Adão: “… A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” (Gn 3.12). O prepotente mesmo que flagrado e denunciado, ignora, empina o nariz, anda em tom de triunfo e diz corporalmente: “eu simplesmente não erro”, confira na voz de Caim: “… Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4.9). Infelizmente tal infantilidade encontra espaço na vida de cristãos que estão desconectados com a Bíblia. Pedro errou na dissimulação, Paulo o denunciou: “… disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gl 2.11-21). Pedro teve que admitir publicamente na assembleia de Jerusalém, que de fato os irmãos gentios não tinham obrigação com a lei mosaica: “E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?” (At 15.9-10). Tiago em sua epístola já nos advertiu que na vida cristã é preciso sim confissão mútua dos pecados entre os irmãos na fé: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tg 5.16). Tomando emprestada a mensagem original do Evangelho: “arrependei-vos e crede no evangelho.” (Mc 1.15). Fica claro que se a vida cristã inicia em uma atitude de fraqueza e humildade, com certeza ela não procede sem tais virtudes. O arrependimento não termina, ele é contínuo, o primeiro é por reconhecimento de Jesus Cristo como Filho de Deus, Salvador e Senhor; e os demais são por colocar toda vida submetida a Ele, a Deus e ao Espírito Santo.